sábado, 24 de abril de 2010

Marta Suplicy - De Mariazinha a Maria

Fase 1

Tudo que a mulher quer é um homem. Ela pensa que ele é quem resolve seus problemas. A mulher não tem existência própria, ela é uma extensão do outro. Tem medo de perder o companheiro ou desagradar ao pai ou à sociedade. Sente vergonha, medo e culpa de não agradar ou de não corresponder.

Como ela não ama a si mesma, já que não sabe quem é, ela depende do amor e aprovação do outro para se sentir existindo. Geralmente, a percepção de si mesma vem através do prazer sexual do marido, da promoção dele, do elogio da sogra, da aprovação das amigas, do sucesso do filho...

Hoje, existe uma versão modernosa da Mariazinha, que é a mulher que é boa de cama para segurar seu parceiro. Isso não tem nada a ver com seu próprio prazer, ela se submete ao que o outro quer. Ouve falar de uma "revolução sexual" e se sente obrigada a participar dela, assim como antes era submissa ao padrão da virgindade.

A Mariazinha não busca algo que venha de dentro de si. Ela quer que alguém determine o "certo", em vez de pensar no que ela acha da situação que vive. A Mariazinha não pode decepcionar, ela tem de agradar. Senão, ela sente que poderá ser despedida.

Na época do livro, a Marta tinha um quadro no programa TV Mulher, e por isso ela recebia várias cartas. Uma delas, de uma nordestina bem pobre, falava +/- assim: "Todos os dias, eu faço a comida e trago a lata d'agua pro meu marido tomar banho. Isso é errado? O que eu faço?". Ou seja: ela queria "se libertar" do marido, mas precisava que alguém continuasse dizendo o que fazer. Ela não entendia que não era uma questão de "certo" ou "errado", e sim do que fazia ela feliz.

A Marta também conta que a mãe dela era bem culta e vivia falando sobre a importância da mulher ser independente. Mas a mãe dela não trabalhava e nem tinha nada próprio. Então, o avô morreu e ela ganhou uma herança. Ai a Marta pensou "agora minha mãe vai dar um rumo na sua vida, vai poder montar um negócio, ser independente". Pffff... Ela deu tudo pro marido administrar. E continuou falando sobre a independência da mulher. ¬¬

(quando eu pegar o livro, faço o resumo das outras fases da mulher)



"Ela não ama a si mesma, já que não sabe quem é" --> Orra, essa frase é foda!

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